terça-feira, 29 de novembro de 2016

THE ENCHANTED VIOLA

Many centuries ago, when the world was almost entirely covered by forests, there weren't so many people. There were magical beings in large numbers and they spread their presence of light all over the earth.
Humans migrated with some frequency, now because of the rains, then because of the drought, or even due to the lack of food.
There was one thing in common among almost all the terrestrial beings, they established themselves near the rivers because of the water, besides being sacred, it was and it still is the source of everything that is alive in nature.
A clan coming from another place cleared the forest, made noise, brought the fire, overturned old trees and built their habitat, thus forming a village.
Every time the loggers arrived and removed the trees, creating their clearings, the magical beings that lived there for generations, also had to migrate, because once that their homes fell to the ground, they ceased to exist.
The Elves could be of various colors, tiny or giant, it doesn't matter.
It was in one of these days of destruction of the forest that our story begins.

“A black day!” said the king Elf. “Let's go or we are going to perish here, without the woods we lose the magic.”

An excerpt from the book.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

El Ogro y la Tejedora- extracto del libro

Al despertar, el sol todavía estaba en la entrada de la cueva, ella lo miraba hasta que él aparece…se miran por algunos instantes. Djanira consigue acordarse ahora. Intenta con esfuerzo levantarse, pero todavía no consigue.
El ogro se acerca despacito, da una mirada en su pierna, la recoge en su regazo y la leva afuera de la cueva, ella siente el primer impacto de la luz en los ojos, y lo que ver le deja perpleja…aquello era el paraíso, árboles enormes, vertiente, pájaros ruidosos de todos los colores y especies imaginables y un olor riquísimo de frutas en el aire, lo que la hace recordar que tiene hambre. El monstruo la sienta cuidadosamente en una roca, coloca algunas frutas al alcance de sus manos y desaparece en el bosque. Por supuesto, que más tarde, regresa con un pato salvaje en remolque, no hablaba nada. Tal vez los ogros no hablan, pero en cambio Djanira no se contenía. Ella hablaba y hablaba:
_Gracias por cuidar de mí, creo que le di mucho trabajo. ¿Cómo se llama uste? Pienso que mis padres deben estar buscándome por todos los lados – mentía ella.

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sábado, 26 de novembro de 2016

Era uma vez no México


"Ao perguntar-se o que é a vida, e qual a finalidade da mesma, não saberíamos responder de pronto, mas uma coisa é certa; ora a vida é cheia, ora a vida é vazia, e ora a vida é pelo meio". 
Sem sentir nada, é que ninguém passa. Talvez até esqueça o sentimento, mas duvido quem não sofreu ou foi feliz, por causa exclusivamente de alguém. Que seja uma dor, seja ela de amor ou de arrependimento". 

Zezé trabalha cortando cabelos no salão de beleza da Marlene, e adora ficar puxando um assunto. Qualquer coisa que a distraia de sua vidinha boba e sem graça. E porque mais uma vez, o vadio do Marcelo se foi para a casa da mãe, e ela estava cansada de esperar maturidade da parte dele. Talvez casar não tenha sido realmente uma boa ideia afinal.
O senhor Lindolfo é que o diga, pois além de já ter vivido um bocado, e também ter visto muita coisa na vida. O velhote disse que nunca tinha amado alguém verdadeiramente.
_Como assim, o senhor nunca amou ninguém?
_Talvez eu tenha me apaixonado na escola, mas faz tanto tempo, que até me esqueci.
_ Nenhum amor, a sério?
_ Nenhum que me lembre. Tive algumas paixões passageiras, mas como isso já diz, foi muito rápido.
Agora que mencionei, lembrei-me de uma moça que conheci na minha juventude, no México.
Os olhos de Zezé brilharam.
_Conte então seu Lindolfo. Adoro um romance.
_Era primeira vez que eu ia ao México em intercambio cultural. Fiquei hospedado na casa dos Benites, porque o filho deles estava em outro ponto do mundo, enquanto eu ocupava seu quarto, e partilhava do convívio de sua família.
Uma vez fui às touradas, e sinceramente, não consegui ver "aquilo", pois achei o espetáculo uma barbaridade, então sai no meio da coisa, e fui andar pela cidade. Sentei-me no primeiro café que encontrei, e lá estava ela...
Tinha o livro de poesia nas mãos, pensei em pedir licença e sentar-me junto, ela estava lendo tão compenetrada que não tive coragem de interrompê-la, mas deu vontade. Então sentei noutro canto e fui beber...
E ela chegou-se;
_ Posso sentar-me contigo? _Surpreso arrematei logo_ Claro, fique a vontade.
Ela apresentou-se. _ Madalena. Eu também me apresentei, e ficamos a conversar. Ela era italiana e estava estudando pelo intercambio também. Ficamos amigos e passamos a nos ver com frequência, e era tanta a frequência que não queríamos mais nem voltar para casa. Mas os meses voaram, e um dia voltamos cada um para seu canto do mundo.
Zezé faz cara de decepção: _Nunca mais se viram, por quê?
_ Porque a vida é assim, porque eu não tive coragem. Ela queria se fosse lá ou cá, ela queria.
_Que pena seu Lindolfo. O senhor teve medo de que?
_ Achei o mundo grande demais, tive medo de perder alguma coisa. Só mais tarde é que descobri que estava perdendo, naquele momento.
_E hoje tudo é tão ao alcance da mão e ainda assim há muitos medrosos, não se preocupe que o senhor não está sozinho nessa legião.
Ontem contei ao meu namorado que estava grávida, e o que ele fez? Resolveu correr para a casa da mamãe. O senhor acredita!
Só sei que agora eu terei de assumir o meu filho, sozinha ou tolerar as idas e vindas do “papai” covarde.
_Mas, eu se tivesse tido um filho com Madalena, teria ficado com ela.
_ Me desculpe à franqueza seu Lindolfo. O senhor está dizendo que ficaria com Madalena por obrigação, não por amor, e não acredito que ela gostasse disso. E outra questão interessante, se ela quisesse podia ter dado o golpe da barriga, ou não? Penso que Madalena só queria que o senhor a quisesse, pura e simplesmente.
Sabe que voces homens são engraçados, vão morrer de velhos, e ainda não vão compreender uma mulher!
_ Talvez você tenha razão. Eu espero que ela tenha tido mais sorte, e que tenha encontrado alguém que gostasse dela, como eu gostei, e que não tivesse medo.
_Ahhhh ... Então o senhor a amou!
_Olha menina, confesso que vivi alguma coisa com ela, mas passou o tempo. Ela deve estar feliz com outra pessoa agora.
Zezé percebe que o velho fica agitado.
_Me desculpe senhor Lindolfo, às vezes eu falo demais. É que parece mais fácil palpitar a vida alheia que a nossa própria.
Pronto, ficou lindo o seu cabelo. O velhote confirma que gostou, paga o corte, despede-se e vai embora.
Por alguma razão, Zezé ficou com pena daquele senhor, sempre sério e triste. Também pensou em Marcelo que nunca se decidia.

 _Homens! Por fim a moça deu de ombros, e foi atender o próximo cliente.

Guerreira Xue